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Abr 09

K. Popper

A lógica de procedimento científico proposto por Popper está de acordo com o "modus tollens":

Hipótese → consequência

         Não se verifica a consequência.

            Logo, a hipótese não é verificada.

 

Nesta perspectiva, uma teoria ou hipótese nunca é comprovada, podendo, apenas, ser refutada.

Uma teoria científica aceita-se enquanto hipótese, enquanto mera conjectura, enquanto capaz de fornecer um quadro geral válido de inteligibilidade, não desmentido pelos factos.

Inerente a esta perspectiva refutacionista ou falsificacionista está a crítica de Sir Karl Popper ao procedimento indutivo, característico do método verificacionista. Com efeito, por maior que seja o número de observações particulares, não há justificação lógica para a sua generalização a todos os casos.

Se a hipótese é sempre um enunciado geral porque pretende ser a explicação para todos os casos da mesma espécie e se as consequências deduzidas da hipótese geral, com que se pretende validá-la, são sempre particulares, ao verificar-se ou comprovar-se a consequência, que é um enunciado particular, não se pode dizer que se compova a hipótese,  enunciado geral.

O raciocínio implícito no tipo de comprovação ou validação classicamente aceite nos meios científicos, a verificação, incorre na falácia da afirmação do consequente ou do ponens:

Hipótese → consequência.

       Verificação da consequência.

Logo, a hipótese é válida.

publicado por Carlos João da Cunha Silva às 19:05

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