Este pretende ser um "espaço" público de partilha de ideias, um espaço de comunicação...

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Jan 09

É comum considerarem-se os valores como bússola orientadora da prática humana. Tal perspectiva axiológica considera que são os valores que determinam a acção e não o inverso o que, em certo sentido, pressupõe uma concepção objectivista dos valores pois atribui-lhes um carácter ontológico, cabendo ao homem a simples tarefa de os reconhecer. Esta maneira de os encarar, aproxima os valores do carácter absoluto, imutável e incondicionado. 

Porém, nem todos estão de acordo com tal perspectivação. Tal é o caso do materialismo histórico e dialéctico de Karl Marx e Engels. Com efeito, na linha de pensamento destes pensadores está a ideia de que o que sustenta a super-estrutura é a infra-estrutura, isto é, não é a nossa maneira de pensar que determina o nosso agir mas o inverso, é a “forma como vivemos” que determina o nosso pensamento, como se pode depreender das seguintes palavras de Engels, a propósito do mandamento “Não Roubarás”:
“A partir do momento em que se desenvolveu a propriedade privada dos objectos mobiliários, tornou-se necessário que todas as sociedades onde essa propriedade privada prevalecia tivessem em comum o mandamento moral: não roubarás. Mas esse mandamento transforma-se, por isso, num mandamento moral eterno? De maneira nenhuma. Numa sociedade onde não houver motivos para roubar, onde, por fim, só os loucos poderão cometer roubos, cairá no ridículo o pregador moral que quiser proclamar solenemente a verdade eterna, não roubarás!" 
publicado por Carlos João da Cunha Silva às 12:31

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