Este pretende ser um "espaço" público de partilha de ideias, um espaço de comunicação...

07
Mai 13

"Inspirados em Aristóteles, os que defendem uma ética das virtudes procuram geralmente uma alternativa tanto à ética consequencialista como à ética deontológica. Ao passo que estes dois tipos de ética se concentram na procura de princípios morais que regulem a conduta, a ética das virtudes tenta examinar os traços de carácter próprios de um agente virtuoso, como a coragem, a benevolência ou a honestidade. Assim, para muitos defensores da ética das virtudes o que interessa primariamente não é saber que actos devemos realizar, mas que tipo de pessoa devemos ser."

In: http://www.defnarede.com/e.html

publicado por Carlos João da Cunha Silva às 20:59

06
Mai 13

O ideal de uma razão livre de todas as tutelas foi alvo de críticas, nomeadamente da parte de Nietzsche e de Freud, o fundador da psicanálise.

Formulando uma conceção tripartida da mente humana, Freud destaca o papel crucial do inconsciente nos comportamentos humanos, considerando que estes são motivados por razões de natureza inconsciente e orientados por pulsões.

A ser verdade, a hipótese do insconsciente atenua a responsabilidade dos nossos atos?

 

publicado por Carlos João da Cunha Silva às 19:42

05
Mai 13

Numa época em que tudo parece estar subordinado aos valores materiais e os grandes interesses económico-financeiros parecem determinar os destinos dos povos, pode ser importante refletir sobre as relações entre a ética e a economia.

No seu livro Sobre Ética e Economia (Almedina), o filósofo e economista indiano Amartya Sen analisa as origens da economia.

Segundo Sen, "a economia teve duas origens muito diferentes, ambas relacionadas com a política, mas de maneiras diferentes, ligadas respetivamente, por um lado, à "ética" e, por outro, àquilo a que se pode chamar "engenharia" (...).

A primeira das duas origens da economia, relacionada com a ética e com uma visão ética da política, aponta assim para algumas tarefas incontornáveis da economia. (...) A outra origem, relacionada com a abordagem da "engenharia", é caracterizada pelo facto de se focar principalmente em questões logísticas e não nos fins fundamentais ou em questões como o que pode promover "o bem do homem" ou "como devemos viver". Os fins são vistos como já dados e o objetivo do exercício é encontrar os meios apropriados para os servir."

 

publicado por Carlos João da Cunha Silva às 21:47

04
Mai 13

 

Vimos que para um racionalista, como Descartes, a razão constitui a originalidade do ser humano e que a afirmação do primado da razão no ser humano implica três consequências maiores:

 

1- A superioridade do homem sobre o animal;

2- A supremacia da razão sobre a afetividade;

3- O dualismo entre a razão e a afetividade.

 

Sabemos que qualquer uma das três consequências pode ser posta em causa.

 

Em particular as duas últimas.

 

Damásio, em O Erro de Descartes, mostra-nos que o ideal de uma racionalidade pura é impossível.

Com base nas suas experiências em doentes neurológicos afectados por lesões cerebrais, António Damásio demonstra como a ausência de emoções pode prejudicar a racionalidade.

Ao explicar como a emoção contribui para a razão e para o comportamento social adaptativo, Damásio oferece-nos também uma nova perspetiva do que as emoções e os sentimentos realmente são: uma perceção direta dos nossos próprios estados físicos, um elo entre o corpo e as suas regulações que visam a sobrevivência, por um lado, e a consciência, por outro.

publicado por Carlos João da Cunha Silva às 11:27

02
Mai 13

"Para um racionalista, é a razão que constitui a originalidade do ser humano. No ínício do Discurso do Método, na sequência da passagem sobre o "bom senso", Descartes afirma efectivamente que todos os homens possuem a razão: é a única coisa que nos torna humanos; todo o ser humano pode definir-se por ela, pois "ela encontra-se inteira em cada um". A afirmação do ser humano como um ser pensante surge aos olhos de Descartes como uma primeira verdade evidente que resiste à prova da dúvida, por mais radical que ela seja. (...)

 

A afirmação do primado da razão no ser humano implica três consequências maiores (...):

 

1- A superioridade do homem sobre o animal;

2- A supremacia da razão sobre a afetividade;

3- O dualismo entre a razão e a afetividade."

 

O excerto foi extraído da obra As Concepções do Ser Humano, de Bruno Leclerc e Salvatore Pucella e faz parte integrante da colecção Epistemologia e Sociedade (Instituto Piaget).

A referida obra apresenta as concepções do ser humano propostas por uma variedade de filósofos clássicos e contemporâneos, com uma abordagem pedagógica e um conteúdo muito rico distribuído em vários capítulos sobre os debates que animam o domínio da antropologia filosófica.

 

publicado por Carlos João da Cunha Silva às 20:42

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