Este pretende ser um "espaço" público de partilha de ideias, um espaço de comunicação...

04
Fev 09

"No começo dos anos 60 os académicos redescobriram a retórica mas nem por isso concordaram quanto ao seu sentido.

Charles Perelman vê a retórica como arte de argumentar  e procura os seus exemplos mormente entre os oradores religiosos, jurídicos, políticos e até filosóficos. A outra posição, de Morier, G. Genette e J. Cohen, considera a retórica como estudo do estilo, e mais particularmente das figuras. Para o primeiro, a retórica visa convencer; para os últimos, constitui aquilo que torna literário um texto; e é difícil perceber o que as duas posições têm em comum. 

No entanto, é esse elemento comum que bem poderia ser o mais importante, ou seja, a articulação dos argumentos e do estilo numa mesma função. 

Eis, pois, a definição de retórica: é a arte de persuadir pelo discurso.

Por discurso entendemos toda a produção verbal, escrita ou oral, constituída por uma frase ou por uma sequência de frases, que tenha começo e fim e apresente certa unidade de sentido.  

A retórica não é aplicável a todos os discursos, mas somente àqueles que visem persuadir como a disputa jurídica, o discurso político, o sermão, o folheto, o cartaz publicitário, o panfleto, a fábula, a petição, o ensaio, o tratado de filosofia, de teologia ou de ciências humanas".

REBOUL, Olivier, Introdução à Retórica, Martins Fontes

publicado por Carlos João da Cunha Silva às 22:29

03
Fev 09

Ao público e amigos do "CIPH":  

O "Collège International de Philosophie" está em perigo.

http://www.ciphenlutte.org/ciphenlutte/Portugu%C3%AAs.html

- Petição "Para que viva o Collège International de philosophie": AQUI

publicado por Carlos João da Cunha Silva às 19:54

02
Fev 09

A retórica (de rethor, orador) é a arte de bem falar, de mostrar eloquência diante de um público para ganhar a sua causa.

Em si mesma, a retórica é neutra e tanto pode servir a verdade, a persuasão, como a manipulação, dependendo do uso que dela se fizer. Seja como for, desde tempos remotos é inegável o poder da palavra como arma de sedução.

publicado por Carlos João da Cunha Silva às 22:55

01
Fev 09

(Sócrates)

Os sofistas (século V a.C.) intitulavam-se sábios, por oposição ao "amante do saber", o filósofo. Tratava-se de uma postura um tanto ou quanto petulante que colidia com a atitude de humildade de Sócrates, de quem os sofistas eram contemporâneos.

Entre os dois sistemas há diferenças significativas, entre as quais se destaca a ideia de um relativismo, característico da sofística, por contraste com a crença na Ciência Universal de Sócrates.

Claro que o relativismo dos sofistas, nomeadamente a teoria do "Homo Mensura" atribuída a Protágoras, permitia-lhes a defesa de qualquer tese e, até, da sua antítese. Hábeis oradores, "mercadores de palavras", aos sofistas não interessava a verdade mas a conquista do poder pela palavra, pela retórica "negra".

 

Paradoxo da Lógica -Aqui

publicado por Carlos João da Cunha Silva às 00:37

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