Este pretende ser um "espaço" público de partilha de ideias, um espaço de comunicação...

27
Nov 08
 

Por volta do séc. VI a.C., na cidade de Eléia, o filósofo Parménides estava a expor para uma pequena plateia os seus argumentos sobre a impossibilidade do movimento, quando um de seus opositores se levantou, sem mais nem menos, e foi saindo.
Interrompendo a palestra, Parménides indagou:
-  Porque estais indo embora? Acaso não tens argumentos para me contrapor?
- Não estou indo embora. Lembre-se: "o movimento não existe". - disse, ironicamente, o opositor enquanto realmente ia embora.

 Ver Paradoxos de Zenão de Eléia em: Stanford Encyclopedia of Philosophy

publicado por Carlos João da Cunha Silva às 19:21

 

A resposta:

Um paradoxo é uma declaração aparentemente verdadeira que leva a uma contradição lógica, ou a uma situação que contradiz a intuição comum. Em termos simples, um paradoxo é "o oposto do que alguém pensa ser a verdade". A identificação de um paradoxo baseado em conceitos aparentemente simples e racionais tem, por vezes, auxiliado significativamente o progresso da ciência, filosofia e matemática.

A etimologia da palavra paradoxo pode ser traçada a textos que remontam à aurora da Renascença, um período de acelerado pensamento científico na Europa e Ásia que começou por volta do ano de 1500. As primeiras formas da palavra tiveram por base a palavra latina paradoxum, mas também são encontradas em textos em grego como paradoxon (entretanto, o Latim é fortemente derivado do alfabeto grego e, além do mais, o Português é também derivado do Latim romano, com a adição das letras "J" e "U"). A palavra é composta do prefixo para-, que quer dizer "contrário a", "alterado" ou "oposto de", conjungada com o sufixo nominal doxa, que quer dizer "opinião".
 

publicado por Carlos João da Cunha Silva às 11:41

Por volta do séc. VI a.C., na cidade de Eléia, o filósofo Parménides estava a expor para uma pequena plateia os seus argumentos sobre a impossibilidade do movimento, quando um de seus opositores se levantou, sem mais nem menos, e foi saindo.
Interrompendo a palestra, Parménides indagou:
-  Porque estais indo embora? Acaso não tens argumentos para me contrapor?
- Não estou indo embora. Lembre-se: "o movimento não existe". - disse, ironicamente, o opositor enquanto realmente ia embora.

 Ver Paradoxos de Zenão de Eléia em: Stanford Encyclopedia of Philosophy

publicado por Carlos João da Cunha Silva às 10:54

Novembro 2008
Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1

2
3
4
5
6
7
8

9
10
12
15

16
21

23
24
28



Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

subscrever feeds
Filosofia
mais sobre mim
pesquisar
 
blogs SAPO