Este pretende ser um "espaço" público de partilha de ideias, um espaço de comunicação...

13
Mai 18

Resultado de imagem para dialetica do senhor e do escravo

Quem é Quem?

Quem é o escravo e quem é o senhor?

publicado por Carlos João da Cunha Silva às 00:28

12
Mai 18

Resultado de imagem para venus de winderlof 

Preços estão entre os 40 e os 85 mil euros

Uma empresa de barrigas de aluguer, prática proibida em Portugal, vai abrir um escritório em Lisboa, que promete realizar o sonho de ser pai ou mãe biológicos a quem possa pagar entre 40 mil aos 85 mil euros.

A empresa Tammuz, criada há dez anos em Israel, quer agora instalar-se em Lisboa, juntando-se a outras que já operam no mercado português mas apenas 'online'. Em declarações à Lusa, o administrador da empresa israelita, Roy Nir, garante que tudo será legal.

 

Empresa abre em Lisboa

publicado por Carlos João da Cunha Silva às 23:31

21
Abr 18

Resultado de imagem para chuva

Encontrei-te fortuitamente,

Como que por mera casualidade,

Numa noite de outono,

Fresca e nublada.

Atraíste-me a ti,

Como um íman potente.

E sem razão aparente,

Embarcamos na caminhada.

Ao meu ouvido,

Balbuciaste algumas palavras,

Numa língua,

Que não a minha.

Toquei-te no rosto,

Entendeste a mensagem!

Endereçaste-me um desafio,

E eu anuí.

E dançamos na praça,

Debaixo da chuva,

Que entretanto,

De mansinho caía.

Dançamos,

E dançamos mais,

Com os corpos molhados,

Colados e calados.

E ao som do silêncio,

Fez-se sentido!

Disseste-me adeus.

E eu parti!

publicado por Carlos João da Cunha Silva às 23:41

10
Abr 18
Resultado de imagem para tomatesPara os casais que querem mas não podem ter filhos resta sempre a possibilidade de adoção ou de fecundação in vitro. Adotar uma criança pode ser uma solução, quer para esses casais, quer para as crianças que foram abandonadas e/ou retiradas aos seus progenitores por maus tratos, pobreza extrema, educação deficitária ou outro motivo previsto na lei. A fecundação in vitro também é uma solução viável para esses casais desesperados.

Porém, nem sempre tudo corre como o previsto. O exemplo real que se segue reporta-se à fecundação in vitro e retrata problemas morais complexos, como o caso de M. António Hernández, do Chile.

Hernández enriqueceu com o cobre. Tem um filho, Juan, do primeiro casamento. Casa-se em segundas núpcias com Conchita. Queriam ter filhos, mas como os dois se deparam com problemas insolúveis, viajam para Melbourne. Extraem-se óvulos de Conchita; um doador de esperma é convocado com a máxima discrição: dá-se a fecundação in vitro. Sucesso. Congelamento dos embriões.

Todavia, antes de ser realizada a implantação, Hernández e Conchita morrem num acidente de avião. Questiona-se: o que fazer com os embriões congelados? Deixá-los morrer? Implantá-los? Em quem? Quais serão os direitos da mãe de aluguer sobre a criança? E, depois, quem será herdeiro da fortuna de Hernandéz? Juan? O primeiro filho ou os filhos nascidos por incubação?    

publicado por Carlos João da Cunha Silva às 02:29

17
Dez 17

 Resultado de imagem para vende-se 

        Após alguma ponderação, o pai de Evan, o senhor Douglas, decidiu mudar de vida. Há muito que estava cansado da agitação e do stress característicos da cidade onde vivia e trabalhava. A correria diária para o local de trabalho, o ruído ensurdecedor dos automóveis e, sobretudo, a falta de tempo foram determinantes na sua decisão final. Em conjunto com Evan, partiram numa autocaravana à aventura até à terra da tribo de índios Dwamish, algures para os lados da América do Norte. Pelas suas características paradisíacas, elegeram aquele território para assentar arraiais.

            O pai de Evan logo tratou de se dirigir ao Chefe da tribo Dwamish, Seattle, propondo-lhe um negócio mutuamente vantajoso. A troco de uma boa maquia de dinheiro, o senhor Douglas pretendia comprar ao chefe Seattle uma grande extensão de território índio.     

            Revoltado, o chefe Seattle prontamente retorquiu:

            – Como se pode comprar ou vender o Firmamento ou ainda o calor da Terra? Tal ideia ainda é um mistério para nós. Se não somos donos da frescura do ar nem do fulgor das águas, como podereis vós comprá-los? Cada reluzente floresta de pinheiros, cada grão de areia nas praias, cada gota de orvalho nos escuros bosques, cada outeiro e até o zumbido de cada inseto é sagrado para a memória e para o passado do meu povo. Somos parte da Terra e do mesmo modo ela é parte de nós próprios. As flores perfumadas são nossas irmãs, o veado, o cavalo, a grande águia são nossos irmãos; as rochas escarpadas, os húmidos prados, o calor do corpo do cavalo e do homem, todos fazem parte da mesma família. Por todas estas razões, quando o senhor Douglas nos faz chegar a mensagem de que quer comprar as nossas terras, está a pedir-nos demasiado. Não podemos tratar a Terra, nossa mãe, e o Firmamento, seu irmão – Prosseguiu o chefe índio – como objetos que se compram, se exploram e se vendem da mesma forma que se vendem tablets ou telemóveis. O seu apetite devorará a Terra deixando atrás de si apenas o deserto.

            Atentamente, o pai de Evan ouviu o discurso do chefe Índio e replicou:

            – O chefe Seattle tem razão. Nunca tinha pensado nisso. A Terra não é um objeto como outro qualquer, que se possa comprar ou vender. Ela é a nossa mãe e, como mãe, tem qualquer coisa de sagrado, é intocável.

            Posto isto, Evan e Douglas despediram-se amigavelmente do Chefe Seattle e da tribo e continuaram a sua viagem errante.

Texto adaptado do discurso proferido por Seattle (1864) ao governador de Washington, sobre o valor da Terra.

In.: SILVA, Carlos, Como o Ciclo da Lua: 28 Contos Filosóficos e Dilemas Éticos, Chiado Editora, 2015 

publicado por Carlos João da Cunha Silva às 22:48

10
Dez 17

dinheiro.jpg

 

O Senhor Milhões tem Milhões em ações e em offshores.

O Senhor Milhões considera-se o maior!

O Senhor Milhões observa tudo pelo prisma do ter.

O Senhor Milhões, com os seus Milhões, tudo pensa poder comprar.

A justiça e a política vergam-se ao poder dos Milhões do Senhor Milhões.

 

O Senhor Milhões persegue quem não se verga ao poder dos seus Milhões.

 

Persegue e espezinha.

Chantageia e chicoteia.

 

Como pode haver alguém que não pense como o Senhor Milhões?

 

Um antissocial?

Ou psicopata?

 

Pior ainda:

 

Um perigoso alucinado por um qualquer estupefaciente?

Um elemento subversivo, mau educador e terrorista?

Ou irascível?

Ou pedófilo?

Ou vadio?

  

Interroga-se o Senhor Milhões!

  

O Senhor Milhões pensa de acordo com a lógica dos Milhões.

O Senhor Milhões pensa que os seus Milhões tudo podem comprar:

 

Dignidade.

Conhecimento.

Saúde.

Vida.

Amor.

Sono.

Tempo.

Paraíso.

 

Mas, o Senhor Milhões ignora que há muita coisa que os seus Milhões não podem comprar.

O Senhor Milhões ignora que os seus Milhões não podem comprar muita coisa importante e de valor.

 

Podem comprar um cargo, mas não a dignidade.

Podem comprar um livro, mas não o conhecimento.

Podem comprar um médico, mas não a saúde.

Podem comprar sangue, mas não a vida.

Podem comprar sexo, mas não o amor.

Podem comprar uma cama sumptuosa, mas não o sono.

Podem comprar um relógio em ouro, mas não o tempo.

Podem comprar o clero, mas não o paraíso.

 

O Senhor Milhões, com os seus Milhões, é um homem feliz.

 

Mas vive na ignorância!

O Senhor Milhões é um feliz ignorante.

 

Viva a pobreza de espírito!

 

O Senhor Milhões é um alucinado pelos Milhões que ostenta.

Que o cegam!

 

O Senhor Milhões é promíscuo.

 

Porque não sabe distinguir uma pessoa de uma coisa ou de uma mercadoria.

Porque não sabe que as pessoas não se compram nem se vendem!

 

O Senhor Milhões compra a justiça, mas não a liberdade. 

Nem a dignidade!

 

O Senhor Milhões vive aprisionado.

O Senhor Milhões não sabe que a prisão não são as grades.

O Senhor Milhões não sabe que a liberdade não é a rua.

 

Existem homens presos na rua e livres na prisão. 

 

Porque a liberdade é uma questão de consciência.

 

Será o Senhor Milhões feliz e livre?

publicado por Carlos João da Cunha Silva às 11:50

29
Ago 17

Wook.pt - O Caderno das Piadas Secas

As piadas que se seguem foram retiradas de "O Caderno das Piadas Secas - 500 Tentativas de ter Graça".

 

Na respetiva nota de apresentação pode ler-se que "os três autores conheceram-se em 2006, numa turma de 10.º ano em Almada, e desde então não pararam de contar piadas secas. Não gostam de filosofia."

 

 

Estão duas folhas numa impressora, vira-se uma:

- Há quantos dias estás aí?

- A4.

 

Vira-se uma impressora para outra:

- Esta folha é tua ou é impressão minha?

 

Como é que se sabe que Salazar tomava Viagra?

- Foi o homem que mais tempo manteve a dita-dura!

 

Dois gémeos foram presos por homicídio, mas passado um tempo libertaram o que estava mais gordo.

Porque o que não mata engorda!

 

Como se diz "cara" em árabe?

"Al-face".

 

Qual é o cúmulo do egoísmo?

- Não digo!

publicado por Carlos João da Cunha Silva às 23:48

21
Ago 17

Wook.pt - O Processo

Quem nunca se viu perseguido, sem que os seus acusadores lhe dissessem as razões dessa perseguição?

Em O Processo, Kafka reproduz a negação do Estado Democrático de Direito e, ao mesmo tempo, leva o leitor a perceber que, mesmo vivendo sob a égide da Democracia "plena", há que se não perder de vista que as instituições não guardam a sua razão de ser na prestação de serviço público, mas na submissão ao poder e às camadas dominantes.
Embora Kafka tenha retratado um autoritarismo da Justiça que se vê com o poder nas mãos para condenar alguém, ou perpetrar "terrorismo psicológico", sem lhe oferecer meios de defesa, ou ao menos conhecimento das razões da punição, podemos levar a figura de Josef K., o protagonista do romance, bem como de seus acusadores, para vários campos da vida humana.

 

publicado por Carlos João da Cunha Silva às 22:00

30
Jul 17

Wook.pt - Dicionário Filosófico

O que é a INVEJA? Como defini-la?

 

"O desejo do que não temos e que o outro possui, somado ao desejo de ser esse outro ou ocupar o seu lugar. Há ódio na inveja, quase sempre. E inveja no ódio, com frequência. (...) O ódio aumenta proporcionalmente ao sucesso".

 

In.: COMTE-SPONVILLE, André, Dicionário Filosófico, Martins Fontes, São Paulo, 2003

publicado por Carlos João da Cunha Silva às 15:02

18
Mar 17

O psicólogo norte-americano Stanley Milgram

Mais de meio século depois, a controversa experiência do psicólogo norte-americano Stanley Milgram continua a ter os mesmos resultados. A maioria dos participantes tende a fazer sofrer outras pessoas para não desobedecer às autoridades.

 

Quem alguma vez estudou ciências sociais, muito provavelmente já ouviu falar da famosa experiência de Milgram, um dos mais controversos testes da história da Psicologia.

Desenvolvida pelo psicólogo norte-americano Stanley Milgram, a experiência concluiu que a maioria das pessoas tende a obedecer às autoridades, mesmo que isso signifique ir contra o seu próprio bom senso.

O teste, realizado em 1961, na Universidade de Yale, consistia em pedir aos participantes que dessem choques cada vez mais fortes noutros participantes caso estes não acertassem na resposta de determinadas perguntas.

O Artigo pode ser consultado aqui

publicado por Carlos João da Cunha Silva às 12:55

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