Este pretende ser um "espaço" público de partilha de ideias, um espaço de comunicação...

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Mai 14

Tenho 400 amigos mas sou um solitário.

Esta parece ser uma das notas distintivas do nosso admirável mundo novo. Um mundo bem distante da polis grega, “na medida em que é a negação do que constitui a própria polis grega: a circunscrição territorial e a comunicação interpessoal”, como nos explica João Maria André em Pensamento e Afetividade. O nosso mundo é o mundo da telepolis, “a cidade a caminho do futuro, uma cidade sem cidade, um espaço sem espaço” (Op. Cit). O nascimento da telepolis começou a desenhar-se com o telégrafo e o telefone, acentuou-se com a rádio e a televisão, ampliou-se com os faxes e os telemóveis e agora vai configurando as relações humanas de comunicação através da internet. Pela internet faz-se de tudo um pouco: compram-se e vendem-se bens, namora-se, fazem-se “amigos” e sexo virtual. A cultura da telepolis “é uma cultura sem interioridade porque se transforma numa cultura da realidade virtual em permanente circulação na idolosfera”. É uma cultura em que o pensamento se torna insustentavelmente leve, porque se trata de um pensamento sem contornos e sem as raízes que o liguem e situem neste espaço e neste tempo e porque é um pensamento que flutua no espaço virtual das tecnologias da informação e da comunicação, na idolosfera. A idolosfera é o mundo das imagens que, não tendo ser, têm a aparência de ser.

Compreende-se, por isso, o quão fácil é ter ou partilhar 400 “amigos” no facebook e viver na maior das solidões.

publicado por Carlos João da Cunha Silva às 00:45

Grande apreciação critica deste novo mundo!
Eduardo a 28 de Maio de 2014 às 10:48

Agradeço as suas palavras, Eduardo.
Seja bem-vindo a este espaço ... virtual!

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