Este pretende ser um "espaço" público de partilha de ideias, um espaço de comunicação...

23
Fev 14

É sempre preferível pensar positivo, ser otimista, ainda que por uma questão de pragmatismo.

Há estudos que indicam que o otimismo prolonga a vida dos indivíduos.

Porém, a realidade penderá mais para o lado do otimismo ou do pessimismo?

Será a natureza imoral, como considera Schopenhauer (O Mundo Como Vontade e Representação)?

Sendo a natureza imoral - como considera Schopenhauer - que sentido poderemos dar à vida?

Será a existência humana absurda porque faz parte de uma natureza imoral, ou como Schopenhauer afirma, “demoníaca”?

 

Consideremos as seguintes palavras do pensador alemão:

 

"Junghuhn relata que, em Java, viu um imenso terreno coberto de esqueletos e pensou que era um campo de batalha: porém, eram todos eles esqueletos d egrandes tartarugas com cinco pés de comprimento, três pés de largura e igual altura. Estas tartarugas vêm do mar para pôr os seus ovos neste terreno e, nesse momento, são apanhadas por cães selvagens que, reunindo esforços, as deitam de costas, abrem a sua couraça inferior, rasgam as pequenas escamas das suas barrigas e assim as devoram vivas. É frequente que, depois disso, um tigre ataque os cães. Ora, esta miséria repete-se milhares e milhares de vezes, todos os anos. É para isso que as tartarugas nascem. Que culpa têm elas para sofrerem desta maneira? Para quê todo este horror? Só há uma resposta: assim se objectiva a vontade de viver ."                                      (O Mundo Como Vontade e Representação)

 

A vontade de viver que motiva as ações de cada espécime serve apenas o interesse da conservação das espécies. Deste modo, os espécimes têm, para a natureza, apenas um valor indireto, sendo para ela apenas meios para outros fins. Daqui a imoralidade da natureza e o absurdo da existência, em geral, segundo o autor.

publicado por Carlos João da Cunha Silva às 13:38

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