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Mar 16

               

                Como se relaciona o desporto em geral e a corrida, em particular, com a Filosofia?

                Há muitos pontos de convergência, segundo Mark Rowlands. O ser humano corre por diversos motivos: uns fazem-no porque gostam; outros porque se sentem bem ou porque ficam com melhor aparência; ou porque lhes dá saúde e os faz sentir felizes ou mesmo vivos. Uns correm pela companhia, outros para aliviar o stresse do dia-a-dia.  

                Eis um dos paradoxos da vida: a inércia é a meta de tudo o que existe e se mexe. Porém, o ponto de partida é o movimento, a ação, a corrida. Quer do ponto de vista ontogenético, quer filogenético, no início é a ação. Embora a questão não deva ser colocada em termos exclusivamente dicotómicos: vida e morte. Isto porque “a morte é impaciente e insiste em fazer pequenas aparições antes que o pano desça definitivamente”. Morremos todos os dias um pouco.

                Alguns consideram até que nascemos para correr. Foi assim na alvorada da humanidade. Corríamos para caçar e poder comer animais, e não apenas plantas. E o aumento das proteínas na nossa alimentação pode ter tido uma influência no desenvolvimento do nosso cérebro. Não terá sido condição suficiente. Porém, foi seguramente uma condição necessária.

publicado por Carlos João da Cunha Silva às 15:23

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