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05
Set 14
Hannah Arendt

Adolf Otto Eichmann (19 de março de 1906 — 1 de junho de 1962) foi um político da Alemanha Nazi e tenente-coronel das SS. Foi responsabilizado pela logística de extermínio de milhões de pessoas no final da Segunda Guerra Mundial - a chamada "solução final" - organizando a identificação e o transporte de pessoas para os diferentes campos de concentração, sendo por isso conhecido frequentemente como o executor-chefe do Terceiro Reich.

Em 11 de maio de 1960, Eichmann foi capturado na Argentina por uma equipa de agentes da Mossad, tendo sido, posteriormente, julgado em Israel. A sentença foi a pena de morte, aplicada pela primeira e única vez naquele país.

Hannah Arendt, filósofa política alemã de origem judaica, edita, em 1963, Eichmann em Jerusalém. A obra reúne artigos que escreveu sobre o julgamento de Eichmann.

Nesse livro, Eichmann não é retratado como um demónio ou um torcionário desequilibrado e sádico (como alguns o descreviam) mas como alguém "terrível e horrivelmente normal". Um típico "burocrata" que se limitara a cumprir ordens, com zelo, por amor ao dever, sem considerações acerca do bem e do mal. Um funcionário escrupuloso, animado pela preocupação exclusiva de cumprir o seu dever. Tais considerações conduzem Arendt à ideia de “banalidade do mal”.

A "estupidez burocrática", desembocando na obediência consentânea, resultaria – segundo Arendt – de um vazio de pensamento.

Neste sentido, Arendt destaca o elo entre o bem e o mal e a ausência de pensamento.

Deste modo, não sendo garantia de bondade, só a atividade de pensar poderá constituir fundamento da consciência moral.

publicado por Carlos João da Cunha Silva às 01:31

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