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18
Ago 13

Uma das palavras mais pronunciadas nos últimos tempos é, sem dúvida, a palavra "crise".

 

Alguns analistas pretendem ver na suposta baixa produtividade o fundamento da atual crise económica e financeira e apontam um caminho para a saída

desta situação crítica: reduzir o número de feriados e de férias e, inversamente, aumentar as horas efetivas de trabalho. Só assim, sustentam, podemos

produzir mais e adotar um estilo de vida adequado aos padrões de consumo da nossa “sociedade de objetos”.

 

O raciocínio parece ser o seguinte: para podermos inverter o atual estado de coisas, temos de produzir mais e para isso temos de dedicar mais horas do

nosso tempo ao trabalho, como foi desde já referido em Consumo, Logo Existo.

 

Talvez este seja o momento de parar para refletir sobre o rumo coletivo que pretendemos imprimir e sobre o tipo de sociedade que queremos edificar.

Os poetas e os filósofos já não se encontram sozinhos.

 

Recentemente, o economista Tim Jackson defendeu que a saída para a crise não é o crescimento, que só criou divida.

 

É preciso fundar uma economia em torno do velho conceito de prosperidade, que é algo mais que crescimento económico ou riqueza material. A tese do economista Tim Jackson é expressa num livro que resume vários anos de estudos e reflexões na Universidade de Surrey (Reino Unido) e na Comissão Britânica de Desenvolvimento Sustentável. A Renascença entrevistou-o recentemente em Lisboa, onde esteve a convite do Teatro Maria Matos, lançando a edição portuguesa de “Prosperidade Sem Crescimento” (Tinta da China).

 

Como se consegue a prosperidade sem crescimento?
Prosperidade é algo mais que crescimento económico ou riqueza material. Liga-se a conceitos como comunidade, saúde, família. É uma noção de prosperidade quase esquecida pelos economistas. É a prosperidade dos poetas, dos profetas ou dos filósofos. Mas também das pessoas comuns.

 

Como medir essa prosperidade para além do PIB?
Não há uma única medida. Há quem sugira índices de Felicidade, mas pessoalmente penso que não faz sentido. Não é uma base sólida para avaliar como vai um país. Queremos saber quão forte é uma sociedade. Por exemplo, em que medida o voluntariado é forte ou se há muita participação na educação. Queremos saber da saúde física e psicológica da comunidade. Isto são coisas que podemos medir, algumas relacionadas com o crescimento económico.

 

 Poderá consultar o resto do artigo AQUI

publicado por Carlos João da Cunha Silva às 16:18

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