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Jul 13

Inquirir pelo lugar do homem no universo não se nos afigura questão insignificante ou secundária.

É, justamente, uma das questões centrais da antropologia filosófica.

O homem – afirma Ibánez Langlois, Introdução à Antropologia Filosófica – “é um ser da natureza, um corpo, um ser vivo, um animal; não obstante a sua índole inteiramente peculiar ou diferencial, ocupa um lugar bem preciso na hierarquia dos entes, ou seja, nos graus do ser e da vida. Por isso – prossegue – devemos propor uma ordenação inteligível desses graus – matéria, vida vegetal, animal e humana – que dê conta da continuidade ontológica e simultaneamente da descontinuidade profunda que o homem possui em relação à natureza inferior”.

As diversas manifestações culturais exprimem, por norma, uma conceção antropocentrica e antropomórfica.

Xenófanes observou que, enquanto os etíopes representavam os deuses de pele escura, na Trácia retratavam os deuses com cabelos ruivos e olhos azuis.

Tomás de Aquino defendeu o ponto de vista de que as criaturas racionais – os homens – possuem um valor intrínseco, enquanto os animais "mudos”, sendo irracionais, apresentam apenas um valor instrumental.

Herdeiros da tradição que nos coloca no centro da criação divina, “o direito de matar um veado ou uma vaca parece-nos natural, precisamente porque estamos no alto da hierarquia” – afirma Milan Kundera.

No entanto, no âmago desta tradição antropocentrica emergem algumas questões:

Será o homem – enquanto ser dotado de racionalidade – o único ser com estatuto moral?

Qual a verdadeira fronteira entre animais humanos e não humanos?

publicado por Carlos João da Cunha Silva às 00:38

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