Este pretende ser um "espaço" público de partilha de ideias, um espaço de comunicação...

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Jul 13

        

            A estudante paquistanesa Malala Yousufzai foi homenageada nas Nações Unidas como símbolo da educação para todas crianças paquistanesas, nove meses depois de ter sido baleada na cabeça por um talibã, ao sair de um autocarro escolar. No seu país, por incrível que pareça, é vedado às raparigas um dos mais elementares direitos: o direito à educação. Malala quer combater os talibãs com livros e canetas.

           

            Em sua homenagem e de todas as raparigas vítimas de discriminação, foi redigida esta singela reflexão.

 

            A palavra phusis tem o mesmo radical do verbo phuo, que significa nascer, produzir, fazer, e encontra a sua origem mais remota no indo-europeu bhu (ser – raiz de to be e de ich bin).

            O mesmo se poderia dizer de natura, proveniente de (g)natura (próximo de (g)natus) que radica no indo-europeu g´n, que não só deu origem a génesis em grego mas também a (g)nascur em latim.

 

            Como refere João Maria André em Renascimento e Modernidade, do Poder da Magia à Magia do Poder (p. 71):

 

            Em ambos os termos encontramos na raiz de natureza um profundo sentido dinâmico, condensado no princípio gerador de todos os seres que lhes comunica a sua essência e a sua nova capacidade de atividade.

  

            A aproximação ao sentido originário da palavra “natureza” remete-nos, como se pode observar, para a ideia de que a natureza é feminina. Assim como uma mãe, a natureza é geradora das diversas formas de vida.

            Ora, se associarmos esta premissa a uma outra, à ideia de que, assim como a mulher, também a natureza tem vindo a ser explorada e submetida ao poder masculino, obtemos a fórmula do eco feminismo.

 

            O eco feminismo é um termo originalmente criado pela feminista francesa Françoise d´Eaubonne em 1974 e simboliza a síntese do ambientalismo e do feminismo.

            Segundo o movimento eco feminista, as duas premissas referidas justificam a ligação do combate ecológico ao da libertação da mulher e à identificação desta com a natureza.

publicado por Carlos João da Cunha Silva às 21:59

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