Este pretende ser um "espaço" público de partilha de ideias, um espaço de comunicação...

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Jun 13

       (Abel Salazar, estátua num jardim da cidade do Porto)

 

O filósofo alemão Kant reduzia o campo da filosofia a quatro questões:

  1. O que posso conhecer?
  2.  O que devo fazer?
  3. O que me é permitido esperar?
  4. O que é o Homem?

   Ainda segundo Kant, todas as questões poderiam ser reduzidas à última que, como se sabe, diz respeito à antropologia filosófica.

   Sobre o Homem, são várias as ciências que o têm por objeto de estudo.

   A começar pela ambicionada Medicina, que se destina a tratar dos corpos e das almas dos homens enfermos; a Psicologia – assim como a Sociologia – que procura explicar, de um ponto de vista científico, o comportamento e os processos mentais dos seres humanos; a Antropologia Cultural que investiga o homem na sua vertente cultural, dedicando-se ao estudo dos costumes, mitos, valores, crenças, rituais, religião, língua…

   Bem se pode dizer que todas estas ciências se dedicam ao estudo do homem.

   Porém, ao especializarem-se em segmentos compartimentados e estanques, cada uma daquelas ciências comporta um risco: o de olvidar a unidade que só a reflexão filosófica poderá suprir. Qualquer estudo parcelar do homem deverá pressupor uma conceção geral, uma metateoria.

   É neste contexto que se deve interpretar a asserção de Abel Salazar, para quem “o médico que só sabe medicina, nem medicina sabe”.

   É, também, nesta linha de orientação que Edgar Morin exprimiu, numa proposição lapidar, o seu pensamento: “o homem é uma unidade biopsicossocial”.

publicado por Carlos João da Cunha Silva às 02:01

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