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Jun 13

O século passado foi considerado, por alguns autores, como o século das ideologias.
O Totalitarismo foi uma dessas ideologias.

O Totalitarismo caracteriza-se pela elevação do Estado todo poderoso acima dos indivíduos, pela intervenção do Estado em todos os domínios, pela estatização dos aparelhos ideológicos assim como pelo desenvolvimento do aparelho repressivo e da polícia do Estado.

As figuras cimeiras desta ideologia são Mussolini, na Itália, Hitler, na Alemanha e Estaline na U.R.S.S..

Nas suas relações com o Estado, de acordo com o Totalitarismo, o indivíduo não tem papel ativo, desaparecendo por completo.

Situa-se, por isso, nos antípodas do Anarquismo.

São conhecidas as terríveis consequências do Totalitarismo para a humanidade: guerras, das quais se destaca a II Grande Guerra; genocídios, em particular o perpetrado ao povo judeu; perseguições políticas, entre outras.

Porque à filosofia também compete interpretar a História e as ações humanas nas suas diversas vertentes, Emmanuel Levinas, em Totalidade e Infinito tem a pretensão de pensar uma (nova) moral para o tempo presente.

Partindo do questionamento do ideal metafísico de totalização do sentido e do saber absoluto, que, segundo ele, vai desde os gregos até Hegel e Heidegger, Levinas elabora um pensamento ético baseado na abertura ao outro (simbolizado pelo seu "rosto" o qual, por seu turno, significa o "infinito").

Com efeito, para Levinas a História da Filosofia "pode interpretar-se como uma tentativa de síntese universal, uma redução de toda a experiência (...) a uma totalidade em que a consciência abrange o mundo, não deixa nada fora dela, tornando-se, assim, pensamento absoluto." (Ética e Infinito, ed. 70, p. 61).

Pense-se, por exemplo, no sistema Hegeliano e na sua Fenomenologia do Espírito.

Em Hegel, com efeito, "todo o real é racional e todo o racional é real". Há uma total e efetiva identificação entre "realidade" e "racionalidade".

Em suma: o Totalitarismo, enquanto ideologia, terá tido a sua génese no pensamento ocidental, enquanto tentativa de criar sínteses universais e sistemas que excluem a abertura ao outro e a possibilidade da diferença.

publicado por Carlos João da Cunha Silva às 12:55

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