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16
Mai 13

Anne Frank

 

A ideologia racista defende os seguintes aspetos:

 

 a) a espécie humana divide-se em raças distintas, das quais uma é a raça pura.

 

b) a raça pura é superior às outras raças.

 

c) a superioridade da raça pura justifica o seu domínio sobre as outras raças.

 

Caso se possa demonstrar cada um dos referidos aspetos, a teoria racista encontrar-se racionalmente justificada.

 

Ora,  a maioria dos estudos científicos concorda no seguinte: as raças humanas não existem. Os conhecimentos genéticos reduziram a quase nada o significado biológico do conceito de raça:

À luz da genética moderna, o conceito de raça baseia-se na variabilidade de alguns genes entre as dezenas de milhar que constituem os cromossomas do homem. Uma classificação fundada num número tão pequeno de genes não poderia ter um alcance tão geral. Para a etnologia moderna, o conceito biológico de raça não é utilizável.

Além disso, os grupos humanos atuais resultam da evolução completa e constante da espécie humana; os estudos históricos demonstram que os grupos humanos são resultado de mestiçagens e que nenhum pode ser qualificado como puro.   

 

Pois bem, não existindo raças puras, a teoria racista dissipa-se e a dominação de uma raça por outra não pode justificar-se.

 

(Este excerto pode ser consultado em : As Concecões do Ser Humano, Op. Cit.)

publicado por Carlos João da Cunha Silva às 19:28

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