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Fev 09

Com Sócrates, Platão e Aristóteles, a história da filosofia grega terá atingido o seu auge após o que o grau de profundidade do pensamento decaiu, reflexo da decadência política e social. É o que sucede com o estoicismo, epicurismo e cepticismo.

Uma das questões centrais destas correntes de pensamento é como encontrar a felicidade no meio da desventura característica da época. Enquanto que o epicurismo encontra no prazer a solução e o cepticismo muma certa atitude mental conducente à imperturbabilidade, à paz de alma, o estoicismo considera a coragem de aceitar o destino implacável o caminho para a felicidade. Este princípio da ética estóica exemplifica-se através de uma analogia: o homem é como um cão levado à trela pelo seu dono; pode segui-lo alegremente ou ser penosamente arrastado, se quiser resistir-lhe; mas, de qualquer modo, tem de o seguir. O pressuposto da ética estóica é a sua concepção física: o mundo é semelhante a um imenso ser vivo, cujos órgãos são os diferentes seres. O próprio homem não constitui mais do que um mero órgão do ser vivo que é o mundo e, como tal, a necessidade de submissão ao fatalismo dos acontecimentos.

Ontem, como hoje, a procura da felicidade continua a ser uma questão premente. Apesar de atraente, a via delineada pelo sistema estóico não deixa de ser arriscada e mesmo desaconselhada, na medida em que apela ao conservadorismo e à sustentação do estado, seja ele económico, social, moral ou político, bom ou mau, em que as coisas se encontram.

publicado por Carlos João da Cunha Silva às 23:53

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