Este pretende ser um "espaço" público de partilha de ideias, um espaço de comunicação...

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"Todo o ser capaz de viver isoladamente, ou é um Deus ou uma besta, mas não um ser humano".  Com estas palavras contundentes Aristóteles pretendia exprimir a natureza social do homem.

Com efeito, o homem isolado é uma abstracção e somente a comunidade permite realizar a perfeição da humanidade. Em suma, viver é "com-viver". 

Ora, é do carácter social da natureza humana que emanam os problemas éticos. Para além dos diversos problemas com que o homem se depara, como os problemas técnicos, é na relação com o outro que surge a ética, como podemos constatar das seguintes palavras de Fernando Savater em Ética para um Jovem:

"Robinson Crusoé passeia por uma das praias da ilha onde o confinaram uma tempestade inoportuna  e o subsequente naufrágio. (...) De súbito há um sobressalto que o detém. Ali, na areia branca, desenha-se uma marca que vai revolucionar toda a sua pacífica existência: a marca de um pé humano. (...) Enquanto está sozinho, Robinson enfrenta problemas técnicos, mecânicos, higiénicos ou até científicos. Do que se trata para ele é de salvar a vida num meio hostil e desconhecido. Mas quando se lhe depara a pegada de Sexta-Feira na areia da praia começam os seus problemas éticos. Já não se trata apenas de sobreviver; agora tem de começar a viver humanamente, quer dizer, com outros ou contra outros homens, mas entre homens. (...) O que interessa à ética é como viver a vida humana, a vida que decorre entre seres humanos." 

publicado por Carlos João da Cunha Silva às 23:13

Boa noite, Carlos

Gostei muito da introdução a esse assunto tão instigante que é a dimensão social da ética. Apreciei em demasia o modo como introduz com a obra de Defoe. Obrigada! Sou sua leitora brasileira.

Abraços fraternos
Márcia Giupatto a 21 de Agosto de 2017 às 02:02

Olá, Márcia Giupatta

Obrigado pelas suas "doces" palavras.
O meu ego cresceu!!

Quanto ao tema em análise (A Dimensão Social da Ética), trata-se, na verdade, de um pequeno artigo, inspirado de resto na "Ética Para um Jovem", de SAVATER.
Concordo em absoluto, quer com SAVATER, quer com ARISTÓTETES, ainda que a questão da dimensão social da ética não seja assim tão linear como possa parecer (basta pensar nos "egoísmos" ético e psicológico, correntes defendidas por vários pensadores da linha anglo-saxónica, com argumentos mais ou menos sólidos, que põem, precisamente, em causa o altruísmo e a dimensão social da ética).
De qualquer modo, sem o Outro, parece absurdo falar em ética, não é?!

Márcia:
Um Abraço do Tamanho do Mundo!

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