Este pretende ser um "espaço" público de partilha de ideias, um espaço de comunicação...

29
Ago 17

Wook.pt - O Caderno das Piadas Secas

As piadas que se seguem foram retiradas de "O Caderno das Piadas Secas - 500 Tentativas de ter Graça".

 

Na respetiva nota de apresentação pode ler-se que "os três autores conheceram-se em 2006, numa turma de 10.º ano em Almada, e desde então não pararam de contar piadas secas. Não gostam de filosofia."

 

 

Estão duas folhas numa impressora, vira-se uma:

- Há quantos dias estás aí?

- A4.

 

Vira-se uma impressora para outra:

- Esta folha é tua ou é impressão minha?

 

Como é que se sabe que Salazar tomava Viagra?

- Foi o homem que mais tempo manteve a dita-dura!

 

Dois gémeos foram presos por homicídio, mas passado um tempo libertaram o que estava mais gordo.

Porque o que não mata engorda!

 

Como se diz "cara" em árabe?

"Al-face".

 

Qual é o cúmulo do egoísmo?

- Não digo!

publicado por Carlos João da Cunha Silva às 23:48

21
Ago 17

Wook.pt - O Processo

Quem nunca se viu perseguido, sem que os seus acusadores lhe dissessem as razões dessa perseguição?

Em O Processo, Kafka reproduz a negação do Estado Democrático de Direito e, ao mesmo tempo, leva o leitor a perceber que, mesmo vivendo sob a égide da Democracia "plena", há que se não perder de vista que as instituições não guardam a sua razão de ser na prestação de serviço público, mas na submissão ao poder e às camadas dominantes.
Embora Kafka tenha retratado um autoritarismo da Justiça que se vê com o poder nas mãos para condenar alguém, ou perpetrar "terrorismo psicológico", sem lhe oferecer meios de defesa, ou ao menos conhecimento das razões da punição, podemos levar a figura de Josef K., o protagonista do romance, bem como de seus acusadores, para vários campos da vida humana.

 

publicado por Carlos João da Cunha Silva às 22:00

13
Ago 17

dinheiro.jpg

 

O Senhor Milhões tem Milhões em ações e em offshores.

O Senhor Milhões considera-se o maior!

O Senhor Milhões observa tudo pelo prisma do ter.

O Senhor Milhões, com os seus Milhões, tudo pensa poder comprar.

A justiça e a política vergam-se ao poder dos Milhões do Senhor Milhões.

 

O Senhor Milhões persegue quem não se verga ao poder dos seus Milhões.

 

Persegue e espezinha.

Chantageia e chicoteia.

 

Como pode haver alguém que não pense como o Senhor Milhões?

 

Um antissocial?

Ou psicopata?

 

Pior ainda:

 

Um perigoso alucinado por um qualquer estupefaciente?

Um elemento subversivo, mau educador e terrorista?

Ou irascível?

Ou pedófilo?

Ou vadio?

  

Interroga-se o Senhor Milhões!

  

O Senhor Milhões pensa de acordo com a lógica dos Milhões.

O Senhor Milhões pensa que os seus Milhões tudo podem comprar:

 

Dignidade.

Conhecimento.

Saúde.

Vida.

Amor.

Sono.

Tempo.

Paraíso.

 

Mas, o Senhor Milhões ignora que há muita coisa que os seus Milhões não podem comprar.

O Senhor Milhões ignora que os seus Milhões não podem comprar muita coisa importante e de valor.

 

Podem comprar um cargo, mas não a dignidade.

Podem comprar um livro, mas não o conhecimento.

Podem comprar um médico, mas não a saúde.

Podem comprar sangue, mas não a vida.

Podem comprar sexo, mas não o amor.

Podem comprar uma cama sumptuosa, mas não o sono.

Podem comprar um relógio em ouro, mas não o tempo.

Podem comprar o clero, mas não o paraíso.

 

O Senhor Milhões, com os seus Milhões, é um homem feliz.

 

Mas vive na ignorância!

O Senhor Milhões é um feliz ignorante.

 

Viva a pobreza de espírito!

 

O Senhor Milhões é um alucinado pelos Milhões que ostenta.

Que o cegam!

 

O Senhor Milhões é promíscuo.

 

Porque não sabe distinguir uma pessoa de uma coisa ou de uma mercadoria.

Porque não sabe que as pessoas não se compram nem se vendem!

 

O Senhor Milhões compra a justiça, mas não a liberdade. 

Nem a dignidade!

 

O Senhor Milhões vive aprisionado.

O Senhor Milhões não sabe que a prisão não são as grades.

O Senhor Milhões não sabe que a liberdade não é a rua.

 

Existem homens presos na rua e livres na prisão. 

 

Porque a liberdade é uma questão de consciência.

 

Será o Senhor Milhões feliz e livre?

publicado por Carlos João da Cunha Silva às 11:50

01
Ago 17
Resultado de imagem para desenho de criança

Para os casais que querem mas não podem ter filhos resta sempre a possibilidade de adoção ou de fecundação in vitro. Adotar uma criança pode ser uma solução, quer para esses casais, quer para as crianças que foram abandonadas e/ou retiradas aos seus progenitores por maus tratos, pobreza extrema, educação deficitária ou outro motivo previsto na lei. A fecundação in vitro também é uma solução viável para esses casais desesperados.

Porém, nem sempre tudo corre como o previsto. O exemplo real que se segue reporta-se à fecundação in vitro e retrata problemas morais complexos, como o caso de M. António Hernández, do Chile.

Hernández enriqueceu com o cobre. Tem um filho, Juan, do primeiro casamento. Casa-se em segundas núpcias com Conchita. Queriam ter filhos, mas como os dois se deparam com problemas insolúveis, viajam para Melbourne. Extraem-se óvulos de Conchita; um doador de esperma é convocado com a máxima discrição: dá-se a fecundação in vitro. Sucesso. Congelamento dos embriões.

Todavia, antes de ser realizada a implantação, Hernández e Conchita morrem num acidente de avião. Questiona-se: o que fazer com os embriões congelados? Deixá-los morrer? Implantá-los? Em quem? Quais serão os direitos da mãe de aluguer sobre a criança? E, depois, quem será herdeiro da fortuna de Hernandéz? Juan? O primeiro filho ou os filhos nascidos por incubação?    

publicado por Carlos João da Cunha Silva às 02:29

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