Este pretende ser um "espaço" público de partilha de ideias, um espaço de comunicação...

30
Nov 08

 

Falácia é todo o raciocínio, ou seja, toda inferência imediata ou mediata, incorrecto ou não válido. A qualquer modo de raciocinar que faz cair em engano, a todo errado e enganoso modo de raciocinar, cabe o nome de falácia. Nas falácias há que distinguir as cometidas involuntariamente das que são enunciadas intencionalmente, com plena consciência da sua falsidade. À falácia involuntária chama-se paralogismo; À falácia voluntária chama-se sofisma. Consoante a intenção com que foi enunciado, um mesmo raciocínio falacioso pode ser ou um paralogismo ou um sofisma. Ao lógico, como lógico, porém, não lhe compete apreciar as intenções mas apenas analisar as diferentes modalidades de argumentação falaz.

 

In VILHENA, V. de Magalhães, Pequeno Manual de Filosofia

publicado por Carlos João da Cunha Silva às 21:08

29
Nov 08

 

Ex Populum - recorrer à opinião da maioria, do povo, para afirmar algo.

 

Pode-se considerar uma variante do argumento do apelo à autoridade, em que aqui a autoridade é o povo, ou a maioria. É o argumento do "toda a gente", da "maioria", do "normal", da "moda" ou da "média". Assim, justifica-se um comportamento com a afirmação de que toda a gente o pratica; compra-se um CD porque ele está no Top; ofende-se alguém que tem uma conduta "anormal"; veste-se uma roupa de que até não se gosta, só porque é o que está na moda.

O argumento Ex Populum não carece de muitos exemplos para ser compreendido. Sustentáculo da Democracia, ele está enraizado nas nossas vidas de tal forma que não nos damos conta que o usamos regularmente. Contrariá-lo pode significar por vezes parecer ridículo; e ninguém quer ser ridículo.

publicado por Carlos João da Cunha Silva às 00:31

27
Nov 08
 

Por volta do séc. VI a.C., na cidade de Eléia, o filósofo Parménides estava a expor para uma pequena plateia os seus argumentos sobre a impossibilidade do movimento, quando um de seus opositores se levantou, sem mais nem menos, e foi saindo.
Interrompendo a palestra, Parménides indagou:
-  Porque estais indo embora? Acaso não tens argumentos para me contrapor?
- Não estou indo embora. Lembre-se: "o movimento não existe". - disse, ironicamente, o opositor enquanto realmente ia embora.

 Ver Paradoxos de Zenão de Eléia em: Stanford Encyclopedia of Philosophy

publicado por Carlos João da Cunha Silva às 19:21

 

A resposta:

Um paradoxo é uma declaração aparentemente verdadeira que leva a uma contradição lógica, ou a uma situação que contradiz a intuição comum. Em termos simples, um paradoxo é "o oposto do que alguém pensa ser a verdade". A identificação de um paradoxo baseado em conceitos aparentemente simples e racionais tem, por vezes, auxiliado significativamente o progresso da ciência, filosofia e matemática.

A etimologia da palavra paradoxo pode ser traçada a textos que remontam à aurora da Renascença, um período de acelerado pensamento científico na Europa e Ásia que começou por volta do ano de 1500. As primeiras formas da palavra tiveram por base a palavra latina paradoxum, mas também são encontradas em textos em grego como paradoxon (entretanto, o Latim é fortemente derivado do alfabeto grego e, além do mais, o Português é também derivado do Latim romano, com a adição das letras "J" e "U"). A palavra é composta do prefixo para-, que quer dizer "contrário a", "alterado" ou "oposto de", conjungada com o sufixo nominal doxa, que quer dizer "opinião".
 

publicado por Carlos João da Cunha Silva às 11:41

Por volta do séc. VI a.C., na cidade de Eléia, o filósofo Parménides estava a expor para uma pequena plateia os seus argumentos sobre a impossibilidade do movimento, quando um de seus opositores se levantou, sem mais nem menos, e foi saindo.
Interrompendo a palestra, Parménides indagou:
-  Porque estais indo embora? Acaso não tens argumentos para me contrapor?
- Não estou indo embora. Lembre-se: "o movimento não existe". - disse, ironicamente, o opositor enquanto realmente ia embora.

 Ver Paradoxos de Zenão de Eléia em: Stanford Encyclopedia of Philosophy

publicado por Carlos João da Cunha Silva às 10:54

26
Nov 08

 

Também pelos cartoons, se faz uma reflexão crítica.

É esse o seu propósito.

 

publicado por Carlos João da Cunha Silva às 21:27

publicado por Carlos João da Cunha Silva às 21:18

25
Nov 08

 

Saberemos nós hoje, melhor do que ontem, analisar e avaliar o que nos chega pelos media?

 

"(...) Quando um político sabe que está a falar para a TV, passa a mover-se num campo discursivo virtual em que a realidade é meramente um pretexto e o objectivo comunicacional a persuasão do espectador. A eficácia da persuasão mede-se na sondagem de popularidade do mês seguinte, afanosamente ecoada pela comunicação social. A verdade e a mentira não importam para aqui - a solidez de uma ficção não está nelas,  mas na fluência e na estética da narrativa. É natural, portanto, que esta estrutura de apresentação  dos factos deixe o espectador um pouco desarmado, a meio caminho entre o que é e o que não é, hesitante entre a credulidade e a desconfiança. Ouvir os políticos na TV tornou-se um exercício de tal modo ambíguo que precisamos de tradutores - de preferência de outros políticos, que são os mais aptos para conhecer as manhas que se encobrem pelo meio dos discursos explícitos. (...) Ortopedizam-nos a nossa visão do real através da insistência persuasiva, utilizando como arma a versatilidade discursiva.

A persuasão, quando é levada ao limite, roça a mentira. A mentira é o lugar que resulta da exploração sistemática da persuasão. (...) E é por isso que hoje a mentira, em política,  é infinita. E é também por isso que é impune - porque se confunde com a persuasão e esta com a habilidade discursiva. (...)

E é nisto que consiste a sua principal mentira: serve-se das pessoas concretas para legitimar jogos abstractos, traduzidos em última análise na retórica de palanque onde se esgrimem poderes afastados de nós."

Luís Fernandes; "A meia verdade da mentira", in Público

publicado por Carlos João da Cunha Silva às 21:40

A posição de Espinoza

"Quanto a mim, considero livre uma coisa que existe e age unicamente pela necessidade da sua natureza; considero constrangida aquela que é obrigada por uma outra a existir e a agir de determinada maneira. (...).

Mas desçamos às coisas particulares criadas, que todas são determinadas a existir e a agir segundo uma forma precisa e determinada. (...) Uma pedra, por exemplo, recebe de uma causa exterior que a atira uma certa quantidade de movimento e, mesmo depois de acabar o impulso provocado pela causa exterior, a pedra continuará, necessariamente, a mover-se na medida em que todas as coisas são necessariamente determinadas a existir e a agir de dada maneira por uma causa exterior. 

Concebei agora (...) que a pedra, enquanto se move, sabe e pensa que faz todo o esforço possível para continuar a mover-se. Visto que tem consciência do seu esforço, a pedra julgará ser livre e que a continuação do movimento ocorre porque ela quer. 

Assim é a liberdade humana que todos os Homens se gabam de possuir, e que consiste unicamente no facto de os Homens terem consciência dos seus desejos e ignorarem as causas que os determinam.  Uma criança julga desejar livremente o leite... Um ébrio julga dizer, por decisão sua, aquilo que, quando voltar a estar sóbrio, quereria ter calado. (...) Este preconceito, sendo natural e congénito em todos os Homens, dificilmente será abandonado por estes. E, no entanto, a experiência ensina que se há coisas de que os Homens são pouco capazes é de controlar os seus desejos. De facto, mesmo constatando que, perante dois desejos contrários, vêem o melhor e executam o pior, continuam, entretanto, a acreditar que são livres (...)."

ESPINOZA, B., Lettre a G. H. Schuller 

(Noção de Determinismo)

publicado por Carlos João da Cunha Silva às 01:14

22
Nov 08

 Ver wikipédia

publicado por Carlos João da Cunha Silva às 14:40

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