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Jan 09

Os éticos contemporâneos costumam dividir as teorias da obrigação moral em dois géneros: deontológicas e teleológicas.

Uma teoria da obrigação moral recebe o nome de deontológica  (do grego déon, dever) quando a obrigatoriedade de uma acção não se faz depender exclusivamente das consequências da dita acção ou da norma a que se ajusta. 

Chama-se teleológica (de télos, em grego, fim) quando a obrigatoriedade de uma acção deriva somente das suas consequências.

Tanto num caso como no outro, a teoria pretende dizer o que é obrigatório fazer. Ambos os tipos de teorias pretendem dar resposta à questão de como determinar o que devemos fazer de modo que esta determinação possa orientar-nos numa situação particular. Suponhamos que um enfermo grave, confiando na minha amizade, me pergunta pelo seu verdadeiro estado, já que lhe parece que o médico e os familiares lhe ocultam a verdade. O que devo fazer neste caso? Enganá-lo ou dizer-lhe a verdade? De acordo com a doutrina deontológica da obrigação moral, devo dizer-lhe a verdade, quaisquer que sejam as consequências; ao invés, de acordo com a teoria teleológica, devo enganá-lo tendo presente as consequências negativas que para o doente possam advir ao ter conhecimento do seu verdadeiro estado.

Enquanto que a ética formal de Kant se enquadra nas teorias deontológicas, a ética de Jeremy Bentham e John Stuart Mill constituem exemplos de teorias teleológicas.

VÁZQUEZ, Adolfo Sánchez, Ética, Editorial Grijalbo

(Quatro vidas valem mas que uma? Rever)

publicado por Carlos João da Cunha Silva às 23:56

Janeiro 2009
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